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Ribeira do Divor
Entre Mora e Coruche, na bacia hidrográfica de Ribeira do Divor,
estende-se uma das maiores e mais bem conservadas manchas
florestais do país. Esta é uma zona de excelência para observar aves
florestais. Aqui existem dois tipos de habitat principal: a mancha florestal,
composta por um misto de sobreiros e pinheiros, e as galerias ripícolas
da Ribeira do Divor e da Ribeira da Fanica. A quase inexistência de
habitações humanas e de estradas asfaltadas faz desta uma zona
particularmente tranquila, bastante propícia à observação de aves.
Visita:
Toda a área é percorrida por uma rede de caminhos de
terra batida que são facilmente acessíveis por automóvel.
Qualquer um dos acessos permite aceder às zonas
florestais, podendo optar-se por realizar pequenos
percursos a pé ou pontos de paragem.
O
acesso oeste apenas tem asfalto durante 1 km, após o
que atravessa um misto de montado e pinhal, com
algumas clareiras. Esta zona é boa para observar o
trigueirão, o abelharuco e diversas espécies de chapins.
Depois de passar o cemitério e a capela, surge uma  
bifurcação, devendo tomar-se a via da esquerda. Ao fim de
mais alguns km surge um pequeno açude, que alberga
galinha-d’água e, por vezes, garças.
Por fim, o caminho começa a descer e cruza transversalmente a Ribeira do Divor, numa ponte que se
encontra em mau estado mas que geralmente pode ser atravessada de automóvel. Neste local a ribeira é
larga e tem zonas de cascalheira, sendo habitual ver-se aqui o
borrelho-pequeno-de-coleira e a andorinha-
das-barreiras.
O
acesso norte, procedente do Couço, segue mais ou menos a direito atravessando uma zona florestal um
pouco menos densa, até chegar a este mesmo local, pelo que é possível fazer exactamente o mesmo
percurso pela ordem inversa.
O acesso leste atravessa uma das melhores zonas para ver o rabirruivo-de-testa-branca, que aqui é
particulamente comum. Outras espécies que podem ser vistas nesta zona incluem o
pica-pau-galego, a
felosa de Bonelli e diversas espécies de chapins e trepadeiras.Contudo, dadas as características do habitat,
é preferível efectuar um percurso pedestre (o que neste local não levanta problemas, dado que existem
relativamente poucas vedações). A
coruja-do-mato também é comum nesta zona e, à noite, é relativamente
fácil ouvir o seu canto. Ao fim de 8 km o asfalto termina e o caminho prossegue ao longo da galeria ripícola
da Ribeira do Divor, que alberga espécies como a
felosa-ibérica, a felosa-poliglota e o rouxinol-comum. Ao
fim de mais 5 km passa-se o lugar de “Aldeia Velha” (composto por apenas algumas casas) e alguns km
depois o caminho entronca no acesso norte que vem do Couço.
Melhor época: Primavera (Março a Junho)
Distritos: Évora / Santarém
Concelhos: Mora / Coruche
Onde fica: No extremo sueste do Ribatejo, já na transição para o Alto Alentejo. Existem três acessos
possíveis à zona:
  • Acesso oeste: toma-se a N114, que sai de Coruche para Montemor, virando à esquerda em Santana
    do Mato;
  • Acesso norte: toma-se a N251, que liga Coruche a Mora, virando para sul em Couço;
  • Acesso leste: é feito pela N2, saindo de Mora, virando à direita 2 km onde existe um sinal com a
    indicação “Ribeira do Divor”, seguindo pela N376 (que é asfaltada nos primeiros 8 km).


Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
A Ribeira do Divor é composta por cascalheira e ladeada por uma longa galeria ripícola
Na zona existem boas manchas de pinheiro-manso
Toda a área é coberta por um vasto montado de sobro que é excelente para observar aves florestais
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