A marrequinha-comum é um dos nossos patos mais abundantes e por vezes junta-se em bandos de centenas de indivíduos. O seu pequeno tamanho e o seu voo rápido podem fazer lembrar um bando de limícolas.
Junta-se frequentemente a outras espécies de patos. Contrariamente a outros patos, que se concentram quase exclusivamente nas grandes zonas húmidas, a marrequinha apresenta uma área de distribuição mais alargada, ocorrendo também no interior, em numerosas barragens e açudes, preferindo geralmente os de média e pequena dimensão, com abundante vegetação emergente, embora aqui os números sejam geralmente mais reduzidos.
Onde observar
Tanto está presente em zonas estuarinas de grandes dimensões, como em pequenos açudes e pauis alagados, variando o seu número com as condições hídricas dos locais.
Entre Douro e Minho – trata-se de um pato frequente nesta região, nomeadamente nas lagoas de Bertiandos e no
Identificação Este pequeno pato, o mais pequeno da Europa, não tem cores vivas e à distância pode parecer castanho ou acinzentado. Contudo, uma observação mais atenta permite discernir as cores do macho: cabeça vermelha e verde, espelho amarelo sob a cauda. A fêmea é acastanhada e pode confundir-se com a fêmea de marreco. Em voo, ambos os sexos apresentam um “espelho” verde nas secundárias.
Abundância e calendário A marrequinha é uma espécie invernante e que está presente no nosso país principalmente de Setembro a Março, embora possa ser vista, em pequenos números, noutros meses do ano. Durante a época fria é um dos patos mais abundantes, formando muitas vezes bandos que podem reunir centenas ou mesmo milhares de indivíduos.
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