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Petinha de Richard
Anthus richardi
Muitas vezes vista como um prémio para os ornitólogos, já foi considerada uma raridade em Portugal.
Trata-se de uma petinha que percorre um longo caminho desde a Sibéria para estar entre nós.
Identificação
Esta é uma ave de difícil identificação, pois é bastante semelhante à petinha-dos-campos. As diferenças
residem sobretudo nas patas mais compridas e na ausência de lista preta nos loros. Embora nem sempre
seja possível conseguir ter uma visão clara das patas, um olhar atento à garra posterior ajuda a identificar
esta espécie, pois é bastante mais comprida que as das congéneres. Também característico é o seu hábito
de peneirar antes de pousar.
Abundância e calendário
A petinha de Richard é bastante rara em Portugal. É um migradora proveniente das paragens longínquas da
Sibéria, que ocorre entre nós sobretudo como migrador de passagem. Contudo, já foi registada a
permanência entre nós de alguns indivíduos invernantes. Assim, a melhor época para a observação desta
espécie decorre entre Outubro e Dezembro, podendo alguns exemplares ser ainda observados durante os
meses finais do Inverno. Ocorre sobretudo junto a prados húmidos ou alagados, nas margens de lagoas,
pequenos charcos e açudes. Por vezes associa-se a outras espécies de petinhas.

Onde observar
São escassos os registos desta espécie que apenas nas últimas duas décadas começou a ser
detectada com regularidade em Portugal. A esmagadora maioria das observações foi feita em
zonas a sul do Tejo.