Misteriosos e simultaneamente fascinantes, os noitibós são aves insectívoras de hábitos crepusculares. O noitibó da Europa faz-se notar principalmente pelo seu canto que faz lembrar um insecto.
Abundância e calendário A distribuição do noitibó da Europa é, em certa medida, complementar da do noitibó-de-nuca-vermelha e abrange principalmente a região a norte do Tejo. Embora não possa ser considerado abundante, é relativamente comum em certas zonas, principalmente na confluência de zonas florestais com terrenos mais abertos. É uma espécie estival, que chega bastante tarde – o seu canto raramente se faz ouvir antes do final de Abril. Assim, é nos meses de Maio e Junho que este noitibó pode ser observado com mais facilidade.
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Onde observar
Devido aos seus hábitos crepusculares e nocturnos, a sua região de ocorrência é mal conhecida, contudo é sobretudo a norte do Tejo que este noitibó pode ser observado.
Algarve – ocorre principalmente durante a passagem migratória; o cabo de São Vicente é um dos locais onde tem sido
observado no início do Outono.
Identificação As longas asas e a longa cauda, muitas vezes vistas em silhueta, é geralmente o que se consegue ver desta curiosa ave, que sai para caçar depois do por-do-sol. Mais pequeno que o seu congénere noitibó-de-nuca-vermelha, o noitibó da Europa caracteriza-se por ter a plumagem predominantemente cinzenta, sem qualquer colar ruivo em torno do pescoço (por isso tambem é chamado noitibó-cinzento). A fêmea distingue-se do macho (e da fêmea de noitibó-de-nuca-vermelha) pela ausência de manchas brancas nas asas. Contudo, é através do canto que a separação das duas espécies de noitibó é mais fácil: o noitibó da Europa tem um canto composto por um trinado contínuo, que ouvido nas noites quentes de Junho pode ser confundido com o de uma cigarra.
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