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Sombria
Emberiza hortulana
Identificação
A cabeça verde, a garganta e o bigode amarelos e o ventre avermelhado permitiriam identificar facilmente a
sombria, não fora o facto de esta ave raramente se deixar aproximar e de, à distância, poder parecer
simplesmente uma ave acastanhada.
Felizmente, o seu canto característico, que na Primavera é repetido incessantemente, permite localizar e
identificar a sombria sem grande dificuldade.
Para cantar, os machos pousam frequentemente em rochedos,
árvores isoladas e mesmo postes de alta tensão, sendo então
facilmente observáveis à distância.
Abundância e calendário
A sombria não é uma espécie comum em Portugal. Ocorre
sobretudo em zonas de maior altitude, distribuindo-se por isso
quase exclusivamente pelas principais serras do interior norte e
centro (Trás-os-Montes e Beira Alta).
A sua abundância varia em função da altitude e do habitat
disponível, mas o sector subalpino da serra da Estrela parece
reunir as condições óptimas para a sua ocorrência, sendo esta a
zona onde a sombria é mais comum.
É uma visitante estival que chega bastante tarde, raramente sendo
vista antes de finais de Abril ou princípios de Maio. Permanece nas
suas zonas de nidificação até Agosto.
No sul do país, especialmente no Algarve, ocorre regularmente em
passagem migratória, sobretudo durante o mês de Setembro.


Onde observar
As zonas de altitude, preferencialmente acima dos 900 ou 1000 metros, são os locais mais favoráveis à observação da
sombria.
 | | Entre Douro e Minho – observa-se na serra da Peneda e, possivelmente, na serra de Arga.
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 | | Trás-os-Montes – pode ser vista na maioria das serras que ultrapassam a cota dos 1200 metros, como a serra do |
| | Gerês, a serra do Alvão, a serra do Marão e a serra de Montesinho.
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 | | Litoral Centro – poderá ocorrer nas zonas serranas do interior, sendo contudo pouco comum nesta região.
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 | | Beira interior – a serra da Estrela é o melhor local do país para observar a sombria e um dos poucos sítios de Portugal |
| | onde a espécie se pode considerar comum, particularmente na faixa entre os 1000 e os 1700 metros de altitude. A espécie também pode ser vista em Celorico da Beira, na serra de Montemuro e na região de Penedono. Na Beira Baixa é mais localizada, sendo a serra da Gardunha o sítio onde esta ave é mais fácil de encontrar.
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 | | Lisboa e Vale do Tejo – observa-se apenas durante a passagem migratória, aparecendo raramente na zona de Pancas |
| | e no cabo Espichel.
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 | | Alentejo – rara e irregular nesta região, a sombria ocorre esporadicamente durante as migrações, mas não se conhece |
| | nenhum local onde a sua observação seja expectável.
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 | | Algarve – durante a passagem migratória outonal, podem por vezes ser vistos pequenos bandos nas imediações do |
| | cabo de São Vicente e, ocasionalmente, na ria de Alvor.
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Durante os meses de Maio e Junho, o canto da sombria enche as encostas da serra da Estrela.
Esta pequena ave, pouco conhecida dos ornitólogos nacionais, é uma das espécies mais características
das zonas de altitude do nosso país.
Sabe quando chegam as primeiras sombrias? Veja as datas aqui
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Clique na seta para ouvir o canto da sombria!
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