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Tentilhão-comum
Fringilla coelebs
Quando se procuram aves nas nossas matas e florestas, é quase impossível não dar com o tentilhão, por
ser uma das espécies mais abundantes. Esta espécie canta logo aos primeiros alvores.
Identificação
O tentilhão-comum apresenta plumagens distintas para machos e
fêmeas, sendo nesta última menos vistosa. Os machos ostentam
um típico barrete azulado que se estende pela nuca até ao dorso,
peito e faces avermelhados, e asas com padrão preto-e-branco
bastante contrastantes. O bico é cónico e bastante robusto. Por
outro lado, as fêmeas têm cores menos berrantes, apresentando
os mesmos padrões nas asas, com o resto do corpo
cinzento-acastanhado, mais claro nas partes inferiores.

Onde observar
As melhores probabilidades encontram-se nos montados e bosques, onde é mais comum, sendo particularmente abundante
em alguns locais da metade sul do território.
 | | Entre Douro e Minho – distribui-se sobretudo pelas serras do Gerês e da Peneda, assim como pela serra de Arga e |
| | pelo vale do Lima.
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 | | Alentejo – bastante comum nas zonas de montados, nomeadamente em Arraiolos, nos montados de Cabeção e nas |
| | imediações da albufeira de Montargil. Também pode ser observado nas zonas de Nisa, Castelo de Vide e Marvão e também na serra de São Mamede. Na metade sul da região, ocorre em bons números na serra de Grândola, no estuário do Sado e na zona de Barrancos, sendo menos abundante no resto da área.
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 | | Algarve – presente sobretudo na zona serrana e no barrocal, com os melhores locais a situarem-se nas serras de |
| | Monchique e do Caldeirão, e na Rocha da Pena. Também ocorre nos vales das ribeiras da costa vicentina, nomeadamente das ribeiras de Odeceixe e vale da Bordeira. Na costa sul é mais escasso, mas está presente na ria de Alvor, onde nidifica.
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Abundância e calendário
O tentilhão-comum é residente, vendo contudo os efectivos serem
aumentados pela chegada de invernantes durante o Outono.
Durante este período o número de aves presentes é maior, mas
esta espécie comporta-se de uma forma mais discreta que na
Primavera, sendo portanto Março a Junho os melhores meses de
observação. Os seus números variam bastante de região para
região, mas nalguns locais o tentilhão é uma espécie abundante.
Clique na seta para ouvir o canto do tentilhão-comum!
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