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Grifo
Gyps fulvus
Quando o sol já vai alto e os seus raios começam a
aquecer a atmosfera, os grifos abandonam os seus
poleiros e começam à procura das correntes térmicas
ascendentes, para conseguirem subir. O espectáculo de
um bando de grifos formando um “balão” gigante enquanto
se eleva no ar é um dos momentos mais singulares na
observação de abutres.
Identificação
Muito grande, maior que as águias. Voa grandes
distâncias planando e quase sem bater as asas. A
plumagem é acastanhada. Os “dedos” das asas são
facilmente visíveis. Gregário, forma frequentemente
bandos de algumas dezenas de aves. Pode confundir-
se com o abutre-preto, que por vezes se lhe associa,
distinguindo-se desta espécie principalmente pelas
tonalidades castanho-cremes das coberturas, pelo
pescoço claro e pela extremidade das asas claramente
revirada para cima.
Abundância e calendário
Em Portugal nidificam algumas centenas de casais de
grifos, mas a sua distribuição é fortemente assimétrica.
O grifo distribui-se sobretudo pela metade interior do
território nacional, sendo mais comum junto à fronteira.
As principais zonas de reprodução situam-se no
nordeste transmontano, que alberga mais de metade da
população portuguesa.
A espécie está presente no nosso país ao longo de todo
o ano, mas efectua movimentos amplos fora da época
de reprodução, surgindo então noutras zonas do
território.





Onde observar
Ocorre regularmente junto à zona raiana e nos vales fluviais encaixados. É mais comum na
metade norte do interior do território.
 | | Lisboa e Vale do Tejo – não ocorre habitualmente nesta zona, havendo registos isolados |
| | da sua presença junto ao estuário do Tejo.
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 | | Algarve – pouco comum na época reprodutora, mas no Outono é frequente observarem- |
| | se grandes concentrações junto ao cabo de São Vicente.
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