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Maçarico-galego
Numenius phaeopus
Identificação
Um pouco mais pequeno que o maçarico-real, ao qual se assemelha no aspecto geral. A plumagem é
acastanhada, o bico é comprido e recurvado para baixo. A coroa tem duas grandes riscas escuras, sendo
esta uma característica que permite distingui-lo do seu congénere.
Abundância e calendário
O maçarico-galego é principalmente um migrador de passagem, que pode ser visto ao longo de todo o
litoral durante os meses de Abril e Maio e novamente em Setembro e Outubro. A sua abundância é muito
variável, podendo ocasionalmente ser vistos bandos de algumas centenas de migradores. Adicionalmente,
existe uma pequena população invernante, que se distribui de forma esparsa pelas zonas costeiras do sul
do país. No Inverno frequenta praias com zonas rochosas (excepto no Algarve onde também ocorre em
zonas de vasa), mas durante as migrações é mais eclético e pode ser visto em estuários, lagoas e até em
pastagens. É muito raro no interior do território.
Onde observar

Sendo uma espécie de hábitos muito costeiros, é no litoral que o maçarico-galego é mais fácil de
encontrar.

Entre Douro e Minho – pode ser visto nas zonas húmidas costeiras, como os estuários do
Minho, do Cávado e do Douro.

Litoral Centro –  é regular na ria de Aveiro (incluindo a zona de Salreu), no estuário do
Mondego e na lagoa de Óbidos.

Lisboa e Vale do Tejo – frequenta as zonas de costa rochosa e pode ser observado junto
ao cabo Raso, na costa do Estoril e na zona da Ericeira; durante as passagens aparece
também no estuário do Tejo (por exemplo no sítio das Hortas e também em Corroios).

Alentejo – observa-se habitualmente no estuário do Sado e na costa rochosa a sul de
Sines, passando pelo estuário do Mira, até Odeceixe; durante as passagens ocorre
igualmente na lagoa de Santo André.

Algarve – é frequente na ria Formosa, na ria de Alvor e no sapal de Castro Marim.
Também se observa por vezes em Sagres, na Carrapateira, no paul de Lagos, nas
salinas de Odiáxere, na lagoa dos Salgados e na lagoa das Dunas Douradas.
Uma das maiores limícolas da nossa avifauna, o maçarico-galego caracteriza-se por estar constantemente
em busca de alimento entre os lodos ou nos rochedos.
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