Esta minúscula ave, mais difícil de localizar que de identificar visualmente, constitui um desafio para qualquer ornitólogo.
Identificação Trata-se de um insectívoro de muito pequenas dimensões, com a plumagem esverdeada e a coroa amarelada. Apenas se pode confundir com a estrelinha-de-cabeça-listada, da qual se distingue em todas as plumagens pela ausência de lista supraciliar branca, apresentando em vez disso um anel pálido em redor do olho.
Onde observar
Considerando a relativa raridade desta espécie e o facto de não se conhecerem locais de ocorrência regular, indicam-se alguns dos locais onde a espécie já foi detectada.
Entre Douro e Minho – conhecem-se alguns registos na serra da Peneda, onde a sua invernada poderá ser regular.
Trás-os-Montes – a serra do Gerês, onde a espécie já foi observada em diversas ocasiões, deverá ser um dos
melhores locais do país para procurar esta estrelinha, que também já foi observada na serra da Nogueira.
Beira interior – conhecem-se registos de ocorrência desta espécie na zona de Lamego e na serra da Estrela.
Algarve – a anilhagem de alguns indivíduos na ria de Alvor mostra que a estrelinha-de-poupa ocorre no Algarve, mas é
certamente bastante rara.
Abundância e calendário Escassa e discreta durante o Inverno, a estrelinha-de-poupa passa certamente despercebida, em parte pelo facto de as suas vocalizações serem muito semelhantes às da estrelinha-de-cabeça-listada. A espécie ocorre em Portugal como invernante, havendo registos pelo menos de Novembro a Março, e parece ser mais frequente na metade norte do território. Tal como a sua congénere, frequenta habitats florestais, principalmente de resinosas.
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