Situada junto à pequena localidade da Foz do Arelho, a Lagoa de Óbidos é uma zona húmida natural, separada do mar por um cordão dunar. Tem cerca de 5 km de extensão e uma largura variável que não excede 1 km. É talvez o melhor local junto à costa para procurar aves aquáticas entre a foz do Mondego e o estuário do Tejo, sendo de referir que no Inverno aqui ocorrem concentrações importantes de patos, limícolas e gaivotas. Também já aqui foram observadas algumas raridades.
Visita: Passa-se o Vau e prossegue-se até que a estrada desce bastante e se chega à braça sul da lagoa. A partir daqui pode prosseguir-se a pe pela estrada de terra batida à direita que percorre a orla da lagoa. Neste local pode observar-se o mergulhão-pequeno, o corvo-marinho-de-faces-brancas e a garça-real. Durante as passagens migratórias outonais (Setembro) este é um bom local para observar o maçarico-galego. Alguns km à frente fica a pista de aviação, a partir de onde se prossegue a pé. No Inverno, os terrenos junto à pista de aviação são frequentados pelo abibe e pela garça-real e também por alguns passeriformes, como a laverca, a petinha-dos-prados e a fuinha-dos-juncos, enquanto que a vegetação arbustiva é frequentada por pequenos bandos de bicos-de-lacre. A foz do Rio Real, situada no final da pista é um local de concentração de aves aquáticas. A torre de observação permite obter uma boa perspectiva destas aves e observar o corvo-marinho-de-faces-brancas, o pato-real e diversas espécies de limícolas, entre as quais o ostraceiro, a tarambola-cinzenta, o maçarico-galego e o fuselo. Ocasionalmente aparecem aqui pequenos bandos de flamingos. No Inverno, este é um local para observar o mergulhão-de-pescoço-preto e já aqui foram observados os raros ganso-de-faces-pretas e cisne-mudo.
Mais para oeste, junto à barra da Lagoa, o substrato é sobretudo arenoso e este é um local para observação de gaivotas, especialmente a gaivota-d'asa-escura e a gaivota-argêntea. Os areais envolventes são um bom local para procurar o borrelho-de-coleira-interrompida. A margem norte também pode ser explorada a partir da Foz do Arelho, tomando a estrada do Nadadouro, para leste. Contudo, este percurso é menos interessante que o da margem sul, não só porque a luz solar é menos favorável, mas também porque não permite chegar às melhores zonas. Ao longo da margem norte é possível observar a garça-branca-pequena e o guincho-comum e prosseguindo em direcção ao interior a estrada passa junto à braça da Barrosa, que é um lugar de ocorrência regular de flamingos. Nesta zona existe uma segunda torre de observação.
Melhor época: Setembro a Maio
Distrito: Leiria Concelhos: Caldas da Rainha e Óbidos Onde fica: Junto à costa, cerca de 10 km a oeste da cidade das Caldas da Rainha. A partir de Lisboa ou das Caldas da Rainha, toma-se a A8 e sai-se seguindo as indicações para Peniche. Segue-se a estrada de Peniche durante 3 km e vira-se à direita onde diz Vau e Bom Sucesso.
Aqui perto: Paul da Tornada, Cabo Carvoeiro.
A Lagoa de Óbidos vista do lado oriental, com a Foz do Arelho e a barra ao fundo
A torre de observação situada perto da foz do Rio Real (à esquerda) e a torre de observação junto à foz do Cal (à direita)