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Portas de Ródão
Alguns quilómetros depois de entrar em Portugal, o Rio
Tejo depara-se com um importante acidente geológico: as
Portas de Ródão. Neste local, o rio forma um
estreitamento, dando lugar a uma impressionante
garganta, a mais importante que o rio atravessa em
território português. O principal interesse ornitológico deste
local reside na sua colónia de abutres.

Especialidades: cegonha-preta, grifo, águia de Bonelli,
ferreirinha-alpina
, melro-azul
A característica silhueta das Portas de Ródão,
vista ao entardecer a partir da ponte de Vila Velha
Outras espécies: corvo-marinho-de-faces-brancas, pica-pau-verde, alvéola-branca,
toutinegra-de-cabeça-preta, chapim-de-poupa, chapim-carvoeiro, pega-rabuda, cia
Raridades: grifo de Rüppell, andorinhão-cafre

Visita:
O ponto ideal para começar a visita é junto à ponte sobre o Rio Tejo, a partir de onde se obtém uma boa
perspectiva sobre as
Portas de Ródão, impressionante acidente geológico cortado pelo rio. Esta formação
quartzítica alberga actualmente uma importante colónia de
grifo, com várias dezenas de casais e estas aves
podem ser vistas a voar, a partir do meio da manhã, ou pousadas nas fragas. No Inverno, as águas do Tejo
são frequentadas pelo
corvo-marinho-de-faces-brancas, que por vezes também pousa na porta.
A base dos rochedos, junto à via férrea, é também frequentada pela
ferreirinha-alpina.

O
castelo do Rei Wamba, situado no topo da porta norte, é um excelente
ponto de observação de aves e da paisagem. Para chegar ao castelo, há
que cruzar a pequena passagem de nível que fica do lado norte da ponte e
subir a estrada sinuosa durante 3 km, tomando depois uma pequena
estrada à esquerda. Junto ao castelo, que foi recentemente objecto de uma
intervenção, obtém-se um panorama amplo sobre o vale do Tejo e sobre os
grifos em voo e pode ouvir-se o chamamento frequente do pica-pau-verde.
Os arbustos circundantes são frequentados pela
toutinegra-de-cabeça-preta, enquanto que os pinhais ao longo da estrada
que conduz ao castelo albergam
chapim-de-poupa e chapim-carvoeiro.

Voltando à ponte do Rio Tejo e seguindo pela estrada para nordeste,
rapidamente se chega a
Vila Velha de Ródão, vila e sede de concelho. No
centro urbano é possível observar
rola-turca e alvéola-branca, enquanto que
os terrenos circundantes são frequentados por pequenos bandos de
pegas-rabudas.
O castelo do Rei Wamba,
recentemente recuperado
Melhor época: todo o ano

Distritos: Castelo Branco (porta norte) e Portalegre (porta sul)
Concelhos: Vila Velha de Ródão (porta norte) e Nisa (porta sul)
Onde fica: junto ao Rio Tejo, a meio caminho entre Portalegre e Castelo Branco. A partir de Lisboa o acesso
é feito pela A23 passando por Abrantes e saindo no nó de Vila Velha de Ródão. A vila fica a poucos
quilómetros do nó de acesso. Para quem venha do Alentejo o acesso é feito por Nisa, seguindo para norte
pela N18.

Aqui perto: Tejo Internacional, Barragem da Póvoa, Marvão