O maior tordo da nossa avifauna é uma ave discreta, sobretudo por viver em habitats florestais, por vezes bastante densos.
Identificação Passeriforme médio de dorso acastanhado e peito e flancos brancos pintalgados. A cauda é quase do tamanho da de um melro, com a silhueta mais robusta quando comparada com esta espécie. Quando em voo, distinguem-se bem as manchas pálidas nas coberturas internas, que contrastam com o padrão do peito e do abdómen.
Onde observar
A tordoveia é característica de habitats florestais, bosquetes, zonas agrícolas com pequenas matas entrecortadas, e, localmente, em parques e jardins de zonas humanizadas.
Entre Douro e Minho – não é uma espécie abundante nesta região, mas pode ser observada em locais como a mata do
circundantes da lagoa de Albufeira, são os melhores locais nesta região para a detecção da espécie.
Alentejo – localmente pode ser uma espécie comum, podendo ser avistada em locais como a serra de São Mamede, a
zona de Nisa, a ribeira do Divor, Arraiolos e áreas circundantes da albufeira de Montargil, isto na metade norte da região. Na metade sul, a espécie é mais escassa, ocorrendo no estuário do Sado e na serra de Grândola.
Algarve – trata-se de uma espécie pouco comum na região, embora existam locais onde a tordoveia pode ser
facilmente observada, como é o caso da Quinta do Lago, onde ocorre frequentemente nos campos de golfe. Também está presente na serra do Caldeirão.
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Abundância e calendário Embora seja comum em algumas regiões, raramente é abundante, permanecendo entre nós durante todo o ano. Durante o Inverno deixa-se ver com mais frequência quando procura alimento nos prados abertos.