O súbito aparecimento do vulto branco da coruja-das-torres, acompanhado do seu grito selvagem, pode assustar um observador desprevenido.
Identificação Esta coruja de média dimensão é facilmente identificada pela brancura da sua plumagem. Quando está pousada, chama a atenção a sua face branca, em forma de coração, contrastando com as asas cinzentas e alaranjadas, mas em voo, a plumagem predominantemente branca dá-lhe um aspecto algo fantasmagórico.
Abundância e calendário A coruja-das-torres é residente e esta presente em Portugal durante todo o ano. Ocorre frequentemente nas imediações de edifícios, habitados ou não, preferindo aqueles que têm aberturas ou cavidades, que possam ser usados como local de repouso e nidificação. Aprecia assim velhos celeiros, edifícios em ruínas, campanários e até velhas estações de caminho-de-ferro. Para se alimentar, frequenta terrenos agrícolas. Esta espécie é mais abundante na metade sul do país, sendo relativamente rara nas zonas de maior altitude.
Onde observar
Esta coruja é estritamente nocturna e só sai para caçar depois de caída a noite. Durante o dia, as corujas permanecem nos seus refúgios. Assim, a melhor hora para procurar esta rapina nocturna será pelo menos uma hora depois do pôr-do-sol.
Entre Douro e Minho – distribui-se um pouco por toda a região.
Lisboa e vale do Tejo – Os terrenos agrícolas do estuário do Tejo (conhecidos como lezírias da Ponta da Erva) são um
dos locais onde a espécie é mais abundante e fácil de observar, especialmente de Julho a Novembro, tendo já sido regstada a presença de mais de 100 corujas-das-torres nesta área. Também ocorre na serra da Arrábida e na cidade de Lisboa.
Alentejo – bastante comum nesta parte do território, pode ser vista junto a quase todas as vilas e aldeias,
nomeadamente nos centros históricos das localidades de média dimensão. Alguns dos locais onde a presença desta coruja é habitual incluem o estuário do Sado, a zona de Castro Verde e a região de Alpalhão.
Algarve – pouco abundante na região, observa-se esporadicamente na ria de Alvor e também na cidade de Faro.
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