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Fuinha-dos-juncos
Cisticola juncidis
A diminuta fuinha-dos-juncos chama a atenção pela sua peculiar vocalização,
geralmente acompanhada por voos de exibição. Quando não canta, esconde-se
entre a vegetação e pode ser muito dificil de observar.
Identificação
Esta ave insectívora é bastante pequena, podendo ser confundida com outros
pequenos insectívoros. É mais facilmente identificável pelas vocalizações que emite
enquanto executa os voos territoriais, que fazem lembrar um insecto. A espécie
tem bico fino e curto, cor castanho claro, os olhos envolvidos por uma tonalidade
mais clara como se estivesse maquilhada e não possui listas na cabeça nem na  
nuca.

Abundância e calendário
A fuinha-dos-juncos é residente no nosso território, mas a sua detectabilidade varia
muito ao longo do ano, podendo ser difícil de detectar quando não canta. É
bastante comum em habitats óptimos, nomeadamente searas, pastagens de erva
alta, charnecas e baldios. Pode ser encontrada com facilidade, mesmo em terrenos
abandonados situados em zonas fortemente humanizadas. Distribui-se de norte a
sul do país mas é claramente mais comum em zonas de baixa altitude, sendo
bastante rara acima da cota dos 800 metros. Assim, é uma espécie bastante
escassa na maior parte da Beira Alta e no nordeste transmontano.
Onde observar

A fuinha-dos-juncos observa-se sobretudo nas terras baixas, sendo por isso mais fácil de
encontrar no litoral.

Entre Douro e Minhoo estuário do Minho é o melhor local da região para observar esta
minúscula ave, que também pode ser observada no estuário do Douro e no estuário do
Lima. Mais para o interior ocorre apenas nas terras baixas junto aos vales dos rios, como
por exemplo nas lagoas de Bertiandos.

Trás-os-Montespouco comum nesta região, estando ausente das zonas de maior
altitude. Pode ser vista com relativa facilidade na veiga de Chaves.

Litoral Centroo baixo Mondego (por exemplo junto ao paul da Madriz), a zona do paul de
Tornada, os campos de São Martinho do Porto e a lagoa de Óbidos são bons locais para
procurar a fuinha-dos-juncos.

Beira interior na Beira Alta é rara e pode ser vista principalmente ao longo do vale do
Mondego, como por exemplo em Viseu ou Celorico da Beira. Na Beira Baixa é mais comum e
pode ser vista no Tejo Internacional e também na albufeira da Toulica.

Lisboa e Vale do Tejoo estuário do Tejo, particularmente as lezírias da Ponta da Erva,
são um dos melhores locais para observar esta espécie, que aqui é particularmente
abundante; outros locais onde ocorre são as salinas de Alverca, o paul do Boquilobo, a
várzea de Loures, a lagoa de Albufeira e as encostas da serra de Montejunto e do cabeço de
Montachique. Pode ainda ser vista nos terrenos baldios da cidade de Lisboa e no Parque do
Tejo.

Alentejo tem uma distribuição ampla nesta região, podendo ser vista no estuário do Sado
mas também mais para o interior, onde a espécie é comum nas zonas mais abertas, como a
região de Castro Verde, as planícies de Évora, as zonas de Montargil e Nisa e a albufeira da
Póvoa. Também ocorre na serra de São Mamede.

Algarve pode ser vista um pouco por todo o litoral, por exemplo no Ludo, na lagoa do
Garrão, na zona de Vilamoura, na ria de Alvor, no paul de Lagos, na Ponta da Piedade, na
Boca do Rio e junto ao cabo de Sao Vicente. Também ocorre nas zonas baixas da costa
oeste, por exemplo na Carrapateira e no planalto do Rogil.
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Estatuto de conservação em Portugal:

Pouco preocupante