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Pisco-de-peito-ruivo
Erithacus rubecula
Uma das mais conspícuas espécies da nossa fauna, o pisco-de-peito-ruivo destaca-se pela plumagem
chamativa e por cantar em qualquer época do ano, sendo o seu canto um dos mais bonitos dos nossos
bosques.
Abundância e calendário
durante a Primavera e o Verão é comum no noroeste do país,
diminuindo a sua abundância à medida que se avança para sul,
sendo escasso na maior parte do Alentejo.No Inverno, distribui-se
por todo o território, sendo então abundante, pois a população é
reforçada com a chegada de aves invernantes provenientes da
Europa Central e do Norte. Embora possa ser observado em
Portugal durante todo o ano, no sul do país as melhores
probabilidades centram-se no Outono e no Inverno, enquanto que
na metade norte, a Primavera é a melhor altura, especialmente
quando esta espécie está mais vocal.

Onde observar
É uma espécie típica de zonas arborizadas, desde bosques a parques e jardins, especialmente das regiões mais húmidas. A
sul do Tejo prefere as vertentes expostas ao norte dos vales e das serras, embora nestas últimas regiões seja menos comum
que a norte.
 | | Trás-os-Montes – prefere as zonas serranas e menos secas desta região, podendo ser observado em todas as serras |
| | da região (Gerês, Larouco, Montesinho, Coroa, Nogueira, e Alvão). Ocorre também junto à albufeira do Azibo e no parque termal de Pedras Salgadas.
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 | | Alentejo – pouco comum como nidificante nesta região, pode ser visto durante a Primavera na zona de Castelo de Vide, |
| | na serra de São Mamede e na serra de Grândola, ocorrendo também em números reduzidos na zona de Montargil. No Inverno é abundante em quase toda a região.
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 | | Algarve – no período reprodutor, apenas ocorre nas serras de Espinhaço de Cão, de Monchique e do Caldeirão, e dos |
| | vales das ribeiras de Odeceixe e de Aljezur, na costa vicentina, especialmente nas encostas viradas a norte, mas a partir de Outubro torna-se numeroso em toda a região.
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Identificação
Facilmente reconhecido pela enorme mancha alaranjada que se
estende da testa até ao peito, e que contrasta enormemente com o
abdómen branco e com o dorso e a nuca, acastanhados. Pousa
frequentemente no solo numa postura erecta, permitindo visualizar
o seu padrão cromático.
Clique na seta para ouvir o canto do pisco-de-peito-ruivo!
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Estatuto de conservação em Portugal:
Pouco preocupante
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