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Castelo de Vide
Especialidades: cuco-rabilongo, pica-pau-malhado-pequeno, calhandra-real, rabirruivo-de-testa-branca, gralha-de-nuca-cinzenta, bico-grossudo.
Outras espécies: águia-cobreira, águia-calçada, cuco-canoro, coruja-do-mato, andorinhão-preto, andorinhão-pálido, abelharuco, poupa, pica-pau-malhado-grande, cotovia-montesina, cotovia-arbórea, andorinha-das-rochas, andorinha-dáurica, alvéola-cinzenta, carriça, melro-azul, rabirruivo-preto, felosa-poliglota, chapim-de-poupa, trepadeira-comum, trepadeira-azul, papa-figos, picanço-barreteiro, gaio, pega-azul, pega-rabuda, estorninho-preto, pardal-espanhol, pintarroxo, escrevedeira-de-garganta-preta, trigueirão.
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Visita:
A vila de Castelo de Vide merece uma visita atenta, pois aqui ocorrem algumas espécies interessantes. No
centro urbano podem ver-se dezenas de andorinhões-pretos e, no meio deles, alguns andorinhões-pálidos.
Ao lado da Câmara Municipal existe uma colónia de andorinhas-dos-beirais, enquanto que nos frisos da
gigantesca Igreja de Santa Maria é habitual encontrar algumas andorinhas-das-rochas. Subindo ao burgo
medieval, entra-se no território do melro-azul, que pode frequentemente ser visto a cantar sobre as muralhas
do castelo ou junto a alguma chaminé. Também o rabirruivo-preto é frequente neste local. A torre de
menagem do castelo e o melhor local de observação.
As imediações da vila são muito ricas em aves muitos locais podem ser explorados a pé, enquanto que
para os mais distantes poderá ser preferível fazê-lo de carro. Contornando a vila pelo lado norte chega-se ao
miradouro do Penedo Monteiro. Este local é frequentado pelo chamariz e pelo pintassilgo, não sendo raro
ouvir abelharucos a sobrevoar. Continuando para norte ou leste por um dos muitos caminhos e estradas
municipais, desce-se para a planície. Aqui o habitat dominante são os olivais, que depois dão lugar aos
carvalhais. Algumas espécies frequentes nesta zona incluem o rabirruivo-de-testa-branca e o papa-figos.
Do lado sul vê-se a Senhora da Penha, uma pequena capela situada no topo da encosta. A estrada até ao
topo atravessa interessantes manchas de castanheiros e carvalhos, que merecem uma paragem. Este é
um bom local para ver e ouvir espécies florestais, como a trepadeira-azul, a trepadeira-comum, o
chapim-de-poupa, o gaio e o pica-pau-malhado-pequeno. Chegando ao topo, pode estacionar-se, subindo
depois a pé ao miradouro junto à capela. Este um local bom para observar aves de rapina (não é raro ver-se
a águia-calçada neste local). Entre os passeriformes típicos deste local podem referir-se o melro-azul e o
rabirruivo-preto. À noite ouve-se frequentemente a coruja-do-mato.
Vale a pena explorar o territorio para norte, que é coberto por uma boa rede de estradas municipais. Uma
das melhores opções consiste em tomar a estrada municipal 1006. Esta estrada tem com pouco tráfego, o
que permite observar aves tranquilamente. Atravessa terrenos agrícolas e bosquetes de carvalho-negral,
onde ocorrem diversas especies de aves florestais, particularmente passeriformes e piciformes. Entre as
espécies mais frequentes ao longo da estrada são de referir a cotovia-arbórea, o chapim-real, a
trepadeira-azul e o tentilhão. Nas zonas mais abertas podem ver-se a pega-rabuda e o cuco-rabilongo.
Logo após cruzar a passagem de nível, surge à esquerda o desvio para o Parque Megalítico de
Coureleiros, composto por quatro antas megalíticas. Este parque fica situado junto a uma pedreira, onde
nidificam o peneireiro-vulgar e a gralha-de-nuca-cinzenta. Embora o acesso à pedreira seja vedado, as aves
são geralmente vistas em voo. Outras espécies que aqui se observam incluem a águia-cobreira, a
pega-rabuda e o trigueirão.
Voltando à estrada municipal 1006, e prosseguindo por mais alguns quilómetros, surge um areeiro
abandonado; nesse local pode virar-se à esquerda pela 1006-3, que começa a descer e atravessa a ribeira
de São João. Aqui existe uma pequena ponte e vale a pena fazer uma paragem para observação Este é um
bom local para procurar o pica-pau-malhado-pequeno. Outras espécies que aqui ocorrem são a
trepadeira-comum, o papa-figos e a pega-azul.
Melhor época: Abril a Julho
Distrito: Portalegre
Concelho: Castelo de Vide
Onde fica: no norte alentejano, cerca de 18 km a norte de Portalegre, sendo o acesso a partir desta cidade
feito pela N246. Para quem venha do litoral, pode seguir pela A1 até Torres Novas e depois pela A23 até ao
nó de Fratel (km 77), seguindo depois pelo IP2 até Alpalhão e por fim pela N246 até Castelo de Vide.
Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
A pitoresca vila de Castelo de Vide, vista a partir da Senhora da Penha. Ao centro, a torre de menagem do castelo
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Situada nas faldas da serra de São Mamede, a vila de Castelo de Vide é
uma das mais pitorescas localidades no norte alentejano. Devido à
proximidade da serra e da planície, a diversidade de habitats é bastante
grande, podendo encontrar-se carvalhais, pinhais, soutos, e olivais. Este
facto reflecte-se positivamente na diversidade de aves, fazendo desta vila
um dos destinos ornitológicos mais interessantes de todo o Alentejo. A
zona é particularmente rica em passeriformes.
Para norte da vila existem alguns bosquetes de carvalho-negral onde é possivel encontrar o pica-pau-malhado-pequeno
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