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Marvão
A pitoresca vila de Marvão, que faz parte de qualquer circuito
turístico ao norte alentejano, situa-se numa zona muito rica em
termos faunísticos. Esta zona destaca-se pela sua colónia de grifos
e pela enorme diversidade de passeriformes, permitindo observar
algumas espécies de aves pouco comuns no território nacional.

Visita:
O castelo de Marvão, com as suas vistas panorâmicas, merece a atenção de qualquer observador de aves.
O melhor local de observação situa-se nos torreões da extremidade norte do castelo. Este é um local
excelente para observar o melro-azul, que pousa frequentemente nas muralhas ou nos torreões. Também a
ferreirinha-alpina frequenta habitualmente este local, podendo alimentar-se do lado de fora da muralha em
dias de grande afluência de visitantes. O rabirruivo-preto é frequente a toda a volta da cerca muralhada. No
interior do castelo há geralmente poucas aves, sendo o pardal-comum a especie mais conspícua neste voa
frequentemente junto às muralhas. Do lado de fora das muralhas não e raro verem-se perdizes.
O Rio Sever, na zona da Portagem, vendo-se ao fundo a escarpa de Marvão. A alvéola-cinzenta vê-se facilmente no rio
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Junto à base do monte, a pequena localidade da Portagem situada junto ao Rio Sever merece igualmente
uma paragem. O melhor local de observação é junto à velha ponte quinhentista. Aqui é frequente
observar-se a alvéola-cinzenta, que geralmente se alimenta no leito regularizado do rio Sever. O
melro-d'água nidificou neste local em anos recentes. Ao longo do rio existem diversas árvores, onde
habitualmente se observam a trepadeira-comum e a trepadeira-azul. As hortas do lado direito do rio são
frequentadas por pequenos bandos de pardais-monteses. No Inverno, surgem por vezes bandos de lugres.

Melhor época: todo o ano
Distrito: Portalegre
Concelho: Marvão
Onde fica: no nordeste alentejano, cerca de 20 km a nordeste de Portalegre. Saindo de Lisboa o acesso é
feito pela A23 passando por Abrantes e saindo no nó de Fratel seguindo depois pelo IP2 até Alpalhão e por
Portagem. A partir daqui sobe-se pela N359 até Marvão ou pela N246-1 até ao posto fronteiriço de Galegos.
Caso pretenda conhecer outros locais para observar aves nesta região, sugerimos:
A imponente fraga da Esparoeira, perto da fronteira de Galegos, suporta a colónia de grifos mais meridional do país
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O castelo de Marvão é um excelente local para observar o melro-azul, que pousa frequentemente nos torreões
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Cerca de 8 km a leste da Portagem fica o antigo posto fronteiriço de Galegos. Aqui existe uma enorme fraga
denominada Fraga da Esparoeira, onde nidificam alguns casais de grifos. A colónia é facilmente observada
a partir da estrada que conduz à fronteira.

Na parte norte do concelho fica a pequena aldeia da Beirã, onde se situa a estação ferroviária internacional.
área pode ser explorada facilmente pois há várias estradas municipais com pouco tráfego, que permitem
uma observação tranquila.
A zona é particularmente rica em passeriformes. Entre as espécies mais comuns e fáceis de observar, são
de referir a cotovia-montesina, a toutinegra-de-cabeça-preta, a pega-rabuda (frequente nas imediações da
aldeia), o gaio, o estorninho-preto e o trigueirão. No Inverno observam-se pequenos bandos de
pardais-espanhóis, que frequentam os silvados e por vezes se alimentam nas bermas das estradas.
Esta zona também é rica em aves de rapina, podendo ver-se regularmente o bútio-comum e a
águia-cobreira, para além de ocasionais bandos de grifos, presumivelmente oriundos de Espanha.
Alguns quilómetros a sul, na zona de Santo António das Areias, o coberto arbóreo torna-se mais denso e é
possível encontrar outras espécies, como a trepadeira-azul, o bico-grossudo e o pardal-francês. A "Ladeira
do Tragasal", mesmo à entrada desta localidade, é um excelente local para procurar o
rabirruivo-de-testa-branca - esta pequena ave esconde-se por entre o arvoredo, mas o seu canto, facilmente
audível em Abril e Maio, denuncia a sua presença. Dentro da localidade podem ver-se o andorinhão-pálido e
a andorinha-dos-beirais.
Os bosques de sobreiros perto de Santo António das Areias sao frequentados pelo esquivo bico-grossudo
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Grandes aves terrestres:
perdiz, cegonha-preta, águia-cobreira, butio-comum, pombo-torcaz, andorinhão-pálido
Passeriformes:
cotovia-montesina, cotovia-arbórea, andorinha-das-rochas, andorinha-dáurica, alvéola-cinzenta,
alvéola-branca, ferreirinha-alpina, pisco-de-peito-ruivo, rabirruivo-preto, rabirruivo-de-testa-branca,
cartaxo-comum, melro-azul, toutinegra-de-cabeça-preta, trepadeira-comum, trepadeira-azul, gaio,
pega-rabuda, estorninho-preto, pardal-espanhol, pardal-montês, pardal-francês, pintarroxo, lugre,
pintarroxo, bico-grossudo, cia, trigueirão
Na zona de Beirã e Santo António das Areias, o sobreiro é a árvore mais comum. Aqui ocorre o bico-grossudo.
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Lista completa das aves do distrito de Portalegre
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