Identificação Límicola de tamanho médio, que como o nome indica tem as patas vermelhas e o bico vermelho, com a ponta escura. Varia a sua plumagem do Inverno para a Primavera, passando dos tons acinzentados lisos no dorso, e peito e abdómen claros, para um padrão barrado na cabeça, peito e dorso. Bastante vocal quando assustada, tal como as restantes límicolas, é facilmente reconhecível em voo pelas orlas brancas na parte posterior das asas.
Saltam à vista as tonalidades vermelhas do bico e das patas desta espécie, bastante frenética na busca de alimento.
Onde observar
Os grandes estuários e as zonas húmidas costeiras são os melhores locais para procurar o perna-vermelha-comum, que é raro no interior.
Entre Douro e Minho – ocorre nos estuários do Lima, do Cávado e do Douro.
Litoral centro – a ria de Aveiro e o estuário do Mondego são os melhores locais para a observação desta limícola no
litoral centro. A espécie também pode ser vista na lagoa de Óbidos.
Lisboa e Vale do Tejo – é uma espécie comum em locais como o estuário do Tejo, em toda a sua extensão,
Alentejo – entre os melhores locais encontra-se o estuário do Sado, com particular menção às zonas do Zambujal,
Torrinha, Comporta, península da Carrasqueira, Gâmbia e Praias do Sado. Na lagoa de Santo André é menos comum, mas também pode ser encontrada com relativa facilidade. No interior, a sua ocorrência é menos frequente, tendo já sido avistada na lagoa dos Patos por diversas vezes.
Abundância e calendário O perna-vermelha é comum nas zonas húmidas do litoral português, especialmente durante os períodos de Inverno e de passagem migratória, entre Agosto e Abril. Forma bandos que podem ser de algumas centenas nos grandes estuários. No interior a sua ocorrência é excepcional. Existe em Portugal uma pequena população nidificante, mas a espécie é especialmente rara durante o período reprodutor.
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