Esta gaivota, A mais comum das gaivotas portuguesas, é uma presença constante em quase todas as zonas húmidas do litoral português durante o Inverno.
Abundância e calendário A gaivota-d'asa-escura ocorre durante todo o ano, sendo mais abundante durante o período de Inverno. É muito abundante em todo o litoral, especialmente em estuários, praias e portos de pesca, onde por vezes se juntam centenas ou milhares de indivíduos. Ocorre também, embora em menor quantidade, no interior do país, frequentando rios, albufeiras e campos recentemente agricultados.
Onde observar
Os melhores locais para observar esta gaivota a pequena distância são os grandes portos pesqueiros, onde se agregam largas centenas de aves desta espécie. Também é frequente nas praias e zonas de salinas.
Trás-os-Montes – pode ser encontrada em locais como a albufeira do Azibo e no Douro Internacional, embora neste
último local seja menos frequente.
Litoral centro – os melhores locais prendem-se com as zonas portuárias, como é o caso de Peniche, Aveiro e Figueira
da Foz. Também está presente em grande quantidade na lagoa de Óbidos e na ria de Aveiro e, em menor número, na barrinha de Esmoriz. Refira-se ainda a Berlenga, onde reside a única população reprodutora, embora aqui esta gaivota seja difícil de encontrar devido à presença de milhares de casais de gaivota-argêntea.
Identificação Os adultos apresentam uma plumagem típica de gaivota: dorso cinzento-escuro, cabeça e peito brancos, patas amarelo pálido, e bico amarelo com uma pinta que pode ir do vermelho ao preto. No caso dos imaturos, e tal como acontece com a generalidade das gaivotas grandes, também esta pode ser de identificação difícil, variando a plumagem consoante a idade, até ao 4º ano de vida, sendo, por norma, de um tom mais escuro que a congénere gaivota-argêntea.
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