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Alvéola-branca
Motacilla alba
A alvéola-branca é uma das espécies mais conhecidas da generalidade das pessoas, com o seu típico
baloiçar da cauda e a combinação preto-e-branco da coloração.
Abundância e calendário
Trata-se de uma espécie mais comum na metade norte do
território, onde está presente durante todo o ano. Durante a
passagem outonal e no Inverno, a população reforça-se com a
chegada de aves de passagem e invernantes. Entre os meses de
Outubro e Março, a alvéola-branca é uma espécie comum na
metade sul do território, ocorrendo também a subespécie britânica
como invernante, embora neste caso seja mais escassa que a
subespécie nominal.

Onde observar
As zonas ribeirinhas, cursos de água e terrenos lavrados, parques e jardins, são os habitats de eleição da alvéola-branca.
Também nas pequenas localidades é facilmente avistada, sobretudo em regiões onde existe uma forte presença de gado e
pequenos cursos de água que as atravessam.
 | | Trás-os-Montes – alguns dos melhores locais de observação são a veiga de Chaves, a serra do Alvão, a albufeira do |
| | Azibo e a serra de Montesinho.
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 | | Alentejo – durante o Inverno é uma espécie mais comum que na Primavera. Na metade norte da região pode encontrar- |
| | se em locais como a albufeira do Divor, a barragem da Póvoa, a Portagem (Marvão) e a zona de Elvas. Na metade sul, ocorre regularmente no estuário do Sado, na albufeira do Alqueva e sudoeste alentejano. Também pode ser vista em Barrancos.
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A alvéola-branca-enlutada M. a. yarrellii, oriunda das ilhas britânicas, aparece em Portugal no Outono e no Inverno.
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Identificação
A alvéola-branca é bastante fácil de identificar, com o seu típico
padrão escuro na cabeça, garganta e dorso, que contrasta com o
branco no peito e abdómen, assim como nas faces. A cauda
comprida e patas compridas são extremamente visíveis, pois esta
ave passa bastante tempo no solo, baloiçando bastante a cauda,
no que é um comportamento bastante característico desta espécie.
A subespécie britânica Motacilla alba yarrellii, que ocorre com
regularidade no nosso território, distingue-se por possuir a mancha
negra na garganta a estender-se até ao peito, e por ter o dorso
negro, ao contrário da subespécie nominal que o possui
cinzento-escuro (ver foto abaixo).
Clique na seta para ouvir as vocalizações da alvéola-branca!
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